segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Em 2010 seremos gente, finalmente!


Recentemente dois amigos resolveram colocar o plano de mudanças para 2010 em ação.

Ana Paula Luckman disse: " resolvi fazer dieta, pois estava comendo feito um rejuntista - que é pior que o pedreiro e o azulejista - comendo massas, pães e bebendo cerveja." (Heineken, eu imagino). Ela está comendo direitinho e malhando. Enquanto não esbarrar num barril de heineken, acho que a meta da Ana está a salvo.


Jean Mafra virou o ano dele dia 4 de fevereiro, e resolveu que iria se limpar em 2010: "não comerei mais carne vermelha, não vou fumar nem beber..." (mas claro que seguirá dançando daquele jeitinho que choca a classe media conservadora).

O fato é que estou apoiando estas criaturas, porque eu também "um belo dia resolvi mudar".
Tenho tomado muita água, comido muita saladinha e frutas. Não pulo mais as refeições e não janto mais um chope com uma porção de fritas. Parei de fumar (fumava pouco) e beber cerveja dia sim, dia também.
Quero parar de fazer coisas que possam me deixar mais gorda, mais velha, mais acabada...


Mas calma... o fato de eu ser meio indisciplinada e tomar resoluções eternas que duram dois dias, me torna muito flexível - o que é saudável  e evita radicalismos.
Busco o equilíbrio sem sofrimento. Sem passar fome, porque comer e beber são os prazeres da minha listinha top five.

Aproveitando o momento natureba, indico o restaurante Daissen, no Centro. A melhor comidinha natural da redondeza: http://daissen.blogspot.com/
Saí tão contente e levinha de lá, que comprei uma lata de açúcar mascavo, uns biscoitos de cacau.
Depois fui até a Döll, da Vidal Ramos, e comprei a tal ração humana  - um preparo de cereais que pode ser tomado em forma de shake - que promete emagrecer e tratar bem do corpanzil...
 

Caso nada disso dê certo, pelo menos estive do outro lado da vida: a vida saudável.
Quem me conhece sabe que já fiz dieta, balé, yoga, natação... Deve haver um resquício da Cibele saudável nesse corpinho moldado no boteco.

Momento fofo-brunélico do dia

Fomos visitar minha comadre Lígia, que carrega dentro de sua pança enorme minha primeira afilhada Clara.
Enquanto a Clara tomava um ventinho fresco com sua mamãe, uma criança doida chega, se aproxima da barriga e fala bem alto  perto do umbigo:
- Oi Claraaaa. Aqui é a Bruna, amiga da Lígia!

-------------------------------------------------------------
- Alômmm
- Oi, filha, é a mamãe. Chama a vó aí.
- Ah, mãe, vamos conversar um pouquinho...
- Não posso, filha, estou no trabalho.
- Então mindiz que horas são que tu vem?

--------------------------------------------------------------------------------

- Mãããe, preciso comprar um presente de aniversário pro meu pai.
- E o que você quer dar de presente?
- Um perfume, uma bola ou um avião de verdade...
- Nossa, mas um avião é bem caro, né?
Ela pensou, pensou. Sai da sala e veio toda feliz com seu cofrinho e disse:
- Mas olha quantos dinheiros eu tenho!
- É, filha. Mas ainda não dá.
- Então vou comprar uma barbie... Ah nãooo, ele é menino. Acho que pode ser um  Ken!

Sobre as coisas que me irritam...

Ultimamente tenho feito algumas avaliações sobre a flora e a fauna humana, e tenho percebido que muitas coisas me irritam ou me dão preguiça.
Prometo não perder o riso e o bom humor, mas não posso prometer que conseguirei ser forte e não suspirar de ir diante de algumas coisinhas.
Vamos à lista:
- Gente que fala: " cultive a sua criança interior"
- Músicas politicamente corretas para crianças : " Não atire o pau no gato to to, porque isso so so não se faz faz faz..."
- Bolivianos/ Colombianos/ Índios apaches/ Wherever, que tocam suas flautinhas no centro da cidade sempre que estou com pressa ou na TPM
- Bar com música ao vivo.
- Ônibus cheio, gente estranha que se encosta e a aquele ser que insiste em sentar do corredor e quando você pede licença para sentar, ele se vira de lado, como se estivesse cedendo um lugar ao céu.
- Dinâmicas de grupo com psicólogos e afins
-  Atender o telefone e ouvir " Boa tarde, a senhora que é responsável por essa linha?"
- Abrir a porta e dar de cara com um sujeito de calça social e camisa, com uma bíblia debaixo do braço que diz: " Irmã, vim lhe trazer a palavra do senhor e um exemplar da revista Despertai"
- Atender o telefone e ouvir: " A senhora conhece os filtros Europa?"
- Gente muito feliz e muito entusiasta numa segunda -feira às 8h da manhã
- Defesas de tese sobre Lost como se o mundo todo assistisse (eu nunca ví um capítulo).
- Nicks do MSN estilo "dando o troco". Exemplo: o sujeito levou um pé da namorada e de bônus track um chifrinho. Ele entra no msn com a frase " Nada como um dia após o outro"...
- Amigos de fila do banco: pessoas carentes que não conseguem deixar de contar sua vida ou comentar do calor/frio/chuva enquanto você entoa mantras e espera a fila andar...
- E claro, estamos em fevereiro, nada como surtar ao som de "alalaô, ô ô ..."

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Se abana e manda beijo!




Peguei do twitter do @lima_igor

ADOGO!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O que é bom a gente copéia!

Eu amei tanto esse texto do Xico Sá! Hoje mesmo falaram dele no twitter e lembrei disso que li e não esqueci. Dá-lhe controu cê controu vê!


TRATADO GERAL DOS CHATOS -O REMAKE

Sem nenhuma pretensão de atualizar a brochura “Tratado Geral dos Chatos”, que o homem de teatro _sim, existem, habemus homens de teatro!_ Guilherme Figueiredo pôs no mundo há mais de meio século, cá estamos com uma nova lista destas criaturas capazes de nos subtrair a paciência e nos deixar tão inquietos quanto as vítimas do Pediculus púbis, como são conhecidos cientificamente os insetos homônimos que atacam as partes mais baixas e indefesas de um cristão de fé.
Bons e inocentes tempos aqueles em que os chatos se resumiam aos tipos agrícolas, como o chato-pra-chuchu, ou às criaturas crentes na meteorologia, como os chatos-de-galocha, que já saíam de casa prevenidos contra qualquer enchente, vento ou maré. Haviam ainda os menos ofensivos, como os da espécime aforismática _sempre com uma filosofia de pára-choque na ponta da língua para importunar a vida alheia.
O certo é que eles se multiplicaram como os invertebrados homônimos e hoje dominam o país, os lares, as repartições, os logradouros públicos, as salas de espera... Estão em todas as partes. Existem os chatos-24 horas, estes vampiros da paciência alheia, como diria o bruxo do Cosme Velho _só para citar outro tipo fenomenal de chato, que é aquele que sempre inicia uma conversa com a inseparável locução “como diria...”
Enfim, só nos resta ser mais chatos ainda, o que tenho buscado nestas linhas, afinal de contas ainda não nasceu o ser humano capaz de chatear um chato sem que portasse a mesma peçonha. Como perdemos, nesses tempos corretos, o gosto pelo assassínio e maltratos do gênero, sobra a este cabeça-chata que vos impacienta mapear os maçantes mais visíveis e contemporâneos. Ei-los:
Mega-super-ultra-hype – O chato mais veloz do Oeste. Trata-se da criatura atualizadérrima nas últimas tendências e apostas do mundinho dos modernos da noite e da mundanidade em geral. Sabe a nova gíria dos clubes de Londres e já baixou no computador a última faixa do DJ paquistanês pós-electro-cool-de-cu-é-rola que será a sensação no inverno novaiorquino. Na hora de falar, apresenta-se como um Guimarães Rosa clubber, ninguém compreende um só vocábulo.
Fêmea sitcom – Aquele tipo metropolitano metido a chique que acha que a vida é um seriado americano, um Sex and City sem fim, século seculorum. Nos salões, principalmente nas bocas-livres, está sempre com um prosseco à mão. Adora vernissages.
Chatos de época - Rabugentos, inconsoláveis, sempre a resmungar pelo borogodó que se foi. Não é uma questão de idade, ataca também raparigas em flor, como as gazelas que fazem um tipo “virgens suicidas” e ouvem Renato Russo e Smiths como se fossem mademoiselles do século XIX.
Garçonete-cabeça – Aqui encarno um rápido chato de época para lembrar o tempo em que garçom vestia preto e branco, com gravatinha borboleta, o chopp chegava gelado, ele sabia o resultado do futebol e ainda nos servia de ombro para uma dor amorosa de ponta. Hoje, nos bares de moda, as garçonetes são lindas, descoladas, podem passar a noite a discorrer sobre cinema coreano, mas o serviço que é bom... nécaras, como diz o meu amigo Sabião Bestunes, o monstro de Sabará y alhures.
Mario de Andrades digitais – Pessoas que escrevem e-mails enormes, como as famosas cartas do modernista paulistano. Esse homem matou muitos pobres e desnutridos carteiros de tanto fazê-los gastar sola de sapato, pois se correspondia com o país inteiro... Embora desse a impressão a cada interlocutor que aquela troca de cartas embutia uma linda e única afinidade eletiva. Todos os anos vem à tona um novo carregamento de missivas do gênero. Escreveu para tocadores de coco do Nordeste, índios, mitos amazônicos, gorilas...


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Música preferida da semana

You should be stronger than me
But instead you're longer than frozen turkey
Why'd you always put me in control
All I need is for my man to live up to his role
You always wanna talk it through - I'm okay
I always have to comfort you every day

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tem como não amar essa pessoa?

Não é por acaso que Narcisa é minha musa, e foi a rainha do blog, persona muy grata desde o começo do Bembi.
Clique e relembre.
E ela vai lançar um livro no munnnndo inteiroooo, ai que loucura!