
Eu tenho um imã ou praga de madrinha. O fato é que quando preciso usar um serviço bancário, todos os funcionários saem para almoçar. Eu entro na agência e é aquele povo debandando.
Pô, eu que até sou limpinha e sorrio para os funcionários. Quando mais preciso deles, cadê?
E também atraio gente que me faz pensar em metralhadoras e ataques de fúria. Me deixam louca, bom parecida com o Michael Douglas surtando na cena do fast food que não vendia café da manhã.
Também atraio filas. Sempre tem aquela continha que nós, pobres (bem pobres) mortais, temos de pagar no caixa. No caixa de carne e osso. Pois bem, na minha vez sempre a fila é imensa e sempre encontro algum chato querendo fazer amigos no banco.
Se um dia você tiver a (in)felicidade de me encontrar numa fila ou no busão lotado, não queira ser meu amigo. Porque certamente nesta hora eu estarei irritadiça e pensando que se eu fosse meio famosa, quem sabe o gerente me chamava pra um cafezinho e diria: "Cara Cibele, não fique em filas, é um prazer atendê-la e cuidar de sua conta milionária".
Mas não, vivo no limite (literalmente) e sempre penso em como na hora da dor e da fila, todo mundo acaba se igualando.


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