segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Bizarro-blasè


Nem sempre se acorda engraçado.

Nem sempre se acorda querendo estar no mesmo lugar.

Um mudança radical, um novo corte de cabelo. Acordar em Paris. Talvez andar sem rumo, talvez tornar-se mais misterioso? Talvez executar as resoluções de ano-novo, antes que ele acabe?


Não sei. Você também não deve saber. Só sinta essa letra e reflita.

Boa semana, bizarros.


Cada aeroporto

É um nome num papel

Um novo rosto

Atrás do mesmo véu

Alguém me espera

E adivinha no céu

Que meu novo nome é

Um estranho que me quer


E eu quero tudo

No próximo hotel

Por mar, por terra

Ou via Embratel

Ela é um satélite

E só quer me amar

Mas não há promessas, não

É só um novo lugar


Viver é bom

Nas curvas da estrada

Solidão, que nada

Viver é bom. Partida e chegada

Solidão, que nada

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