sexta-feira, 10 de julho de 2009

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"Ela o amava . Ele a amava também. E ainda que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho,era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo."




(Caio Fernando Abreu/Ovelha Negra/Onírico)

terça-feira, 7 de julho de 2009

A vingança


Sempre quis aprontar alguma com meu irmão. Primeiro porque ele tirou meu posto de dona do campinho. Chegou depois de mim e tive de dividir a atenção. Segundo porque ele cresceu e não respeita a hierarquia de quem chegou antes.

Já nos espancamos muito na infância e pré-adolescência. Mas queria sacanear sutilmente.
Nada como o tempo. Hoje uma telemarketing muito chata e prolixa ligou e pediu para falar com ele. Ela tinha umas propostas para "estar oferecendo". Pensei, pensei:
- Lúúú, telefone - gritei para todo Estreito ouvir.

Lembrei que pessoas da minha família não sabem dizer não e não conseguem ser mal-educadas com estranhos (menos eu).

Passei a ligação e ele não conseguia se desvencilhar da praga que falava por exatos dez minutos sem parar.
Ele me olhava, me mostrava o dedo do meio. Ficou bége, vermelho, amarelo de raiva:

-É, é que, que... Sim, mas é que não preciso de cartão de cré... - e ela cortava e falava, falava.


Num ato de bravura desligou na cara da moça. Ele devia "estar esperando" uma ligação importante.

Esperei anos por esse momento. Espero desde aquele dia frio na maternidade em que nos vimos e eu quis muito mandar a cegonha levar o pacote de volta. Esta semana ele faz 24 aninhos, e esta é uma homenagem.

Ha ha!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Doce Deleite




É muito fácil me fazer feliz. Um amigo me trouxe um pote do melhor doce de leite do planeta Terra e eu já abri um sorriso de orelha a orelha. O troço é bom, mas um dia acaba e eu terei crise de abstinência. Veio direto de Viçosa, MG, minhas lombrigas estão muito faceiras...
Estou deleitando-me. Literalmente.


Quem for pra lá, recomendo. Se quiser me trazer uns dois ou vinte potinhos, tudo bem.


Sim, tenho alma de gorda. Agora dá licença que vou dar mais uma colheirada.

Absurdo

Semana passada eu estava com minha filha no trânsito e ví um pai com uma menina de uns dois anos solta no banco de trás. Ela ficava entre os dois bancos da frente e o pai, um tosco, nem aí. Se estivesse sozinha eu ia parar ao lado dele e falar. Mas nunca se sabe quem se encontra por aí. Tive medo. Porque um pai que é tão irresponsável com o próprio filho, podia muito bem me dar um soco.
O resultado, muitas vezes pode ser como esse: clique

Quando você encontrar um cara assim, por favor, faça alguma coisa.

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