quinta-feira, 17 de junho de 2010
O amor
"O amor é um destes lugares da imaginação em que recriamos a ilusão de não estarmos sós. Não falo da relação concreta que envolve o amor, com suas grandes maravilhas e seus pequenos desastres (ou, às vezes, pequenas maravilhas e grandes desastres). Falo do sentimento que nunca pode ser inteiramente expressado porque é de uma riqueza inacessível para o outro.
O amor é um daqueles lugares do indizível, porque não há palavra, imagem ou gesto suficientemente preciso para representá-lo. não há vocabulário ou acervo capaz de fazer o outro compreender o quanto de amor há ali. É por isso que repetimos tanto e de tantos modos diversos, tentando cercar o outro de uma soma constante do nosso amor.”
Marcia Benetti (para ler inteiro, acessem o blog dela, o Patifaria http://marciabenetti.blogspot.com/).
A ilustração é de Anna Cunha: www.annacunha.com
Eu quero lavandas na janela!!!!
Dentre as mil coisas que desenho para um futuro não tão tão distante é uma vida serena, em que eu tenha uma horta, flores coloridas, gente feliz, cheiro de bolo no forno e LAVANDAS.
Sou obcecada. Minha comadre, Lígia, tem um vaso de lavandas e eu preciso me conter pra não pegar um raminho toca vez, arrancar,ficar cheirando, ser pega no flagra e levar um bronca.
E tendo tantas pequenas coisinhas que encheriam (mais ainda) a minha vida de cores e sabores, eu sempre esbarro em blogs legais de pessoas incriveis que desenvolvem um estilo de vida que muito me agrada.
São pessoas inteligentes, bem sucedidas, que têm bom gosto e que falam das coisinhas da vida sem se expor muito e acabam sendo inspiradoras.
Um exemplo é o blog http://www.chucrutenacozinha.com/, da jornalista Fernanda Guimarães Rosa. Ela vive com o marido e um filho na Califórnia e, da cozinha, narra aventuras deliciosas. Eu surtei nessas imagens de um campo de lavandas que fica ao norte da Califórnia, leia mais aqui.
Depois de surtar, eu mandei o link pro meu namorado que é outro admirador desse estilo de vida cheio de aromas, cores, receitinhas e delícias da vida. E já vieram mil ideias às nossas cabeças e observações interessantíssimas. Uma delas, feita por ele, é de que esse estilo de vida carrega um posicionamento político engajado no estilo "vivo bem, vivo minha vida de uma maneira legal e pronto". Claro que isso já faz parte do olhar de um cientista político que anda vendo pesquisas e teses em mil coisas, mas me fez pensar que é uma forma diferente de fazer a diferença, aplicar a teoria "mude o seu mundo primeiro".
Enfim, eu adoro e recomendo.
Sempre ela
Eu ando sumida aqui deste recinto. Um motivo é a falta de tempo e o outro é a falta de inspiração mesmo. Não que a vida não ande me inspirando.É que eu tenho preguiça.
Eis que, quando me sinto sem assunto, Bruna surge e larga uma das suas. Agora ela anda namorando. Pois é, falando em casar e tudo com um moleque de 1 metro, loirinho com cabelo de príncipe penico (tigelinha).
Ontem, na volta da escola, eu bem empolgada disse:
- Êba, terá festa junina na casa do Pedro e as amigas todas vão e o Arthur (o pretê) estará também.
- Ah nãoooo, o Arthur nãoooo, porque ele vai me bater!!!!
- Como assim bater, logo ele?
- É que nosso namoro acabou.
-...
Eis que, quando me sinto sem assunto, Bruna surge e larga uma das suas. Agora ela anda namorando. Pois é, falando em casar e tudo com um moleque de 1 metro, loirinho com cabelo de príncipe penico (tigelinha).
Ontem, na volta da escola, eu bem empolgada disse:
- Êba, terá festa junina na casa do Pedro e as amigas todas vão e o Arthur (o pretê) estará também.
- Ah nãoooo, o Arthur nãoooo, porque ele vai me bater!!!!
- Como assim bater, logo ele?
- É que nosso namoro acabou.
-...
terça-feira, 4 de maio de 2010
Free Hugs
Há que diga que não há diferença entre abraçar e ser abraçado. Eu descobri esses dias que um abraço precisa durar 20 segundos. E inventei e percebi que, para mim, há dois tipos de abraço: aquele que damos para proteger e aquele que damos para sermos protegidos.
O que dou para proteger é o mais óbvio e cotidiano: é o que dou na minha filha. Eu consigo fazer a volta em seu corpo pequenino. Quase posso guardá-la aqui novamente. É um abraço quase de quebrar as costelinhas, um abraço que chega a doer de tanto que me devolve à vida. No começo era um abraço até com um braço só, um ‘monoabraço” já que se tratava de uma pessoa com 50cm e 3kg. A largura vai aumentando, vai acompanhando o crescimento e a medida do amor que sentimos.
O que recebo ao ser protegida vem de uns braços maiores, quase o dobro dos meus. Eles dão a volta em mim. É um abraço forte, quente, que tem o poder de assustar os mais terríveis monstros e fantasmas que possam me rondar. É um abraço em forma de enrosco, como se ele fizesse uma volta em mim e eu me aninhasse nele.
Esses dias, o dono do abraço que me acolhe me surpreendeu dizendo que queria carregar o meu abraço com ele sempre, dizendo que precisava do MEU abraço.
Aí eu percebi que é um abraço troca-troca: eu protejo e sou protegida. Dou amor e recebo. Aperto forte contra o meu corpo e afasto o mau agouro. Minha teoria dos dois tipos de abraços quase vai por terra. Eu me sentia abraçada, mas abraço?
Eu ainda não sei se há de se dividir os abraços por categoria.
Abraço de amigo – é quase o abraço de amor, mas é mais divertido, mais rápido
Abraço de tia – sempre vem acompanhado do “nossa como você cresceu/ engordou/ mudou
Abraço de vó - tem um cheiro doce de afeto, pode vir acompanhado de um colo
Abraço de mãe – leve um abraço e ganhe um puxão de orelha ou algo como “está frio, leva um casaco”
Abraço camarada – é um abraço rápido, como se ambos quisessem acabar logo com aquilo (não sei bem com é, porque evito abraçar estranhos)
Abraço non sense – acaba sempre com aquele tapinha nas costas e tira o sentido todo da coisa
Também não sei o motivo de eu ter resolvido falar de abraço aqui. Talvez seja pela necessidade que temos de registrar as coisas, como se isso garantisse algo. Eu não tenho a pretensão de garantir nada. Só quero poder ter os braços em dia para longos abraços, e que assim seja!
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